segunda-feira, 21 de março de 2011

Primeiro dia de aula no CEMAC


As aulas no Colégio Estadual de Macajuba tiveram início no dia 14 de março de 2011, com uma programação especial para receber os alunos novatos e veteranos.
Em um clima de muita descontração a diretora do Colégio, a Srª Elian Cerqueira, fez a abertura do ano letivo com a entonação do Hino Nacional e, em seguida apresentou o quadro docente e as respectivas disciplinas que irão lecionar e os demais funcionários da escola que trabalharão juntos para que haja a educação de qualidade desejada por todos.

Em suas falas, diretora e professores do CEMAC pontuaram a LIBERDADE sem limites, a educação como fator determinante para a vida dos educandos, as propostas da escola para o ano de 2011 e a parabenizaram os alunos aprovados no ENEM 2010 (Adenilton Francisco dos Santos Macedo, Carmosina Moreira Machado, Edilza Jesus da Silva Nunes, Edvan Machado Souza e Osmar Silva Santos).



Segue abaixo algumas fotos das nossas atividades!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

NORMAS PARA A ABNT

REGRAS GERAIS DE FORMATAÇÃO
DE ACORDO COM AS REGRAS GERAIS DE FORMATAÇÃO
DE ACORDO COM A ABNT – NBR 2010
TRABALHOS ESCOLARES



ASPECTOS NORMATIVOS E TIPOGRÁFICOS
FORMATO DO PAPEL
  • A4 (210x297mm)
  • a escrita deve ser na cor preta, exceto as ilustrações
  • deve-se utilizar apenas o anverso (frente) do papel
MARGENS


  • Superior =3,0 cm
  • Inferior = 2,0 cm
  • Esquerda =3,0 cm
  • Direita = 2,0 cm
  • Cabeçalho = 2,0 cm
  • Rodapé = 1,7 cm



FORMATAÇÃO DA FONTE
  • Fonte ARIAL
TAMANHO DA FONTE
  • 12 para o texto corrido e para os títulos das seções, tanto aqueles com ou sem
indicativo numérico
  • 10 para citações longas (com mais de três linhas), notas de rodapé, paginação, conteúdo interno das tabelas e quadros e legenda das ilustrações e tabelas

ALINHAMENTO
TEXTO
  •  Justificado
  •  Parágrafo de 3 cm
TÍTULOS COM INDICATIVO NUMÉRICO
  • Esquerdo
  • Seções Primárias, Secundárias, Terciárias, Quaternárias e Quinarias
TÍTULOS SEM INDICATIVO NUMÉRICO
  • Centralizado
  • Referências

ESPAÇAMENTO ENTRELINHAS  1,5

  • Todo o texto do trabalho
SIMPLES
  • Citações longas (com mais de três linhas) – Referências – Legendas de ilustrações e tabelas (se houver)
ANTES E DEPOIS DOS TÍTULOS
  • Dois espaços de 1,5
PAGINAÇÃO
A partir da INTRODUÇÃO, numerar seqüencialmente em algarismos arábicos (11, 12, 13, ...), localizados no lado direito da extremidade superior da folha, a 2 cm da margem superior, em fonte  Arial, tamanho 10.




CITAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS
DE ACORDO COM A ABNT – NBR 10520/2002

1 Definição

Citação é a menção no texto de informação obtida de uma fonte documental que tem o propósito de esclarecer ou fundamentar as idéias do autor. São obras que foram consultadas para a realização do trabalho. A fonte de onde foi extraída a informação deve ser citada obrigatoriamente, respeitando-se os direitos autorais.
As citações bibliográficas devem ser representadas por chamadas de autor (pessoa
física ou entidade coletiva) ou título, seguindo a mesma entrada das referências listadas no final do trabalho.
A citação pode ser de forma direta (citação direta) e de forma indireta (citação indireta).

2 Citação direta

É a citação textual. É a transcrição literal de texto de outro autor, que deve estar reproduzida entre aspas e obrigatoriamente indicada a página.
As citações curtas (com até 3 linhas) são inseridas no texto entre aspas.
Exemplo – autor inserido na sentença:
De acordo com Severino (2000, p.106) “as citações são os elementos retirados dos
documentos pesquisados durante a leitura da documentação e que se revelam úteis para corroborar as idéias desenvolvidas pelo autor”.
Ou quando o autor não faz parte da sentença.
“As citações são os elementos retirados dos documentos pesquisados durante a leitura
da documentação e que se revelam úteis para corroborar as idéias desenvolvidas pelo autor” (SEVERINO, 2000, p. 106).

3 Citação direta com mais de 3 linhas

As citações longas (mais de 3 linhas) são transcritas em parágrafo independente, com
recuo de 4 cm e tamanho de letra menor que o do texto (fonte Arial tamanho 10) e não devem estar entre aspas, o espaçamento entrelinhas é simples.

Exemplo:
A dispinéia é freqüentemente multifatorial e constitui um sintoma devastador entre doentes com câncer em estado avançado, ocorrendo dias ou semanas antes da morte dos doentes terminais com câncer, sendo freqüentemente de difícil controle. Via de regra é associada a anormalidades nos mecanismos regulatórios da respiração (TAKITO; LEMONICA, 2004, p. 29).



REFERÊNCIAS
SEGUNDO A ABNT – NBR 6023/2002

1 IMPORTÂNCIA
Referência é um conjunto de elementos que permite a identificação de publicações no todo ou em parte. Os elementos essenciais de uma referência devem ser obtidos no próprio documento.
Para cada tipo de material, há uma relação dos dados necessários para a referenciação, seguidos de exemplos ilustrativos e explicativos. Também são apresentados aqui exemplos de material publicado em meio eletrônico.

2 REGRAS GERAIS
As regras gerais para elaboração de referências são as seguintes:
a) Autoria
  • Nas autorias individuais deve-se mencionar o autor com sobrenome em letras
maiúsculas, antecedendo as iniciais do pré-nome.
Exemplo: PETRI, S.
  • Em caso de dois ou três autores, separá-los por “ ; ”, seguido por espaço.
Exemplo: DEER, W. A.; HOWIE, R. A.; ZUSSMAN, J.
  • Nas obras com mais de três autores, indica-se o primeiro autor, seguido da expressão et  al., ou cita-se todos os autores.
Exemplo: TEIXEIRA, W. et al.
TEIXEIRA, W.; TOLEDO, M. C. M.; FAIRCHILD, T. R.; TAIOLI, F.
REFERÊNCIAS
SEGUNDO A ABNT – NBR 6023/2002
b) Título
  • título e o subtítulo devem ser mencionados como aparecem na obra, separados por “:”,  seguidos por espaço.
Exemplo: Geology of the Barradian: a field trip guide.
  • título deve vir destacado (negrito, itálico, sublinhado, letras maiúsculas), Exemplo:
Decifrando a terra. (livro) JOURNAL OF PETROLOGY. (periódico)
  • Para títulos muito extensos, pode-se suprimir as últimas palavras, desde que isso não modifique o sentido da obra. No entanto, para facilitar a identificação do material, sugere-se que o título seja escrito por completo.
Exemplo: Paleoclimatic changes in ...
c) Edição
  • Deve ser indicada, a partir da segunda edição, utilizando-se abreviaturas de numerais ordinais e da palavra edição, na língua da obra.
Exemplo: 3. ed.
5. ed. rev. e amp.
6th ed.
  • Em documentos eletrônicos, a versão deve ser considerada como edição.
Exemplo: Version 1.0A
d) Local
  • local (cidade) de publicação deve ser indicado como aparece na publicação.
  • Em trabalhos que apresentem dois ou mais locais de publicação, citar o que aparece primeiro ou o que esteja em destaque.
  • Em trabalhos que não apresentam local de publicação, deve-se usar a expressão [S.l.]
e) Editora
  • nome da editora deve ser indicado como aparece na publicação, suprimindo-se palavras de natureza jurídica e comercial.
Exemplo: Atlas (e não Editora Atlas)
  • Em obras que tenham duas ou mais editoras, deve-se mencionar o nome da primeira ou a que estiver em destaque.
  • Quando a editora é a mesma instituição ou pessoa responsável pela autoria e já tiver sido mencionada, não deve ser indicada.
Exemplo: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Catálogo de teses da Universidade de São Paulo. São Paulo, 1993. 35 p.
  • Em trabalhos que não apresentam o nome da editora, deve-se usar a expressão [s.n.].


3 LIVROS
3.1 Considerados no todo
Dados necessários para a preparação da referência de um livro utilizado no seu todo e não apenas um capítulo ou parte:


AUTOR. // Título. // Edição. // Local (cidade): Editora, Data. // volumes ou nº.
de páginas. // (Série, n.º.)


Obs.: As barras // colocadas nos modelos representam os espaços que devem ser deixados entre um dado e outro.
Exemplos:
a) Com um autor:
CHLUPAC, I. Geology of the Barradian: a field trip guide.
Frankfurt: Waldemar Krammer, 1993. 163 p.
b) Com dois ou três autores:
DEER, W. A.; HOWIE, R. A.; ZUSSMAN, J. An introduction to the rock-forming minerals. Harlow: Longman, 1993. 695 p.
c) Com mais de três autores (colocar o nome do primeiro, seguido por et al. ou o nome de todos os autores)
TEIXEIRA, W. et al. (Org.) Decifrando a Terra. São Paulo: Oficina de Textos, 2000.
557 p.
TEIXEIRA, W.; TOLEDO, M. C. M.; FAIRCHILD, T. R.; TAIOLI, F. (Orgs.) Decifrando
a Terra. São Paulo: Oficina de Textos, 2000. 557 p.
d) Autor corporativo (entidades coletivas - governamentais, públicas, particulares, entre outros) SÃO PAULO (Estado). Conselho Estadual de Recursos Hídricos. Plano Estadual de Recursos Hídricos. São Paulo: DAEE, 1989. 74 p.


4 PERIÓDICOS
4.1 Considerados no todo
Dados necessários para a preparação da referência:
Exemplos:
a) Coleção considerada no todo:
JOURNAL OF GEOLOGY. Chicago: University of Chicago Press, 1893 - . Bimestral.
ISSN 0022-1376.
BOLETIM IG-USP: Série Científica. São Paulo: IG/USP, 1984-1998. Anual. ISSN
0102-6283.
b) Fascículo, número especial e suplemento considerados no todo, sem título próprio.
COMPUTERS AND GEOSCIENCES. Elmsford, NY, v. 20, n. 2, march, 1994. ISSN
0098-3004.
c) Fascículo especial e suplementos considerados no todo, com título próprio.
Granite systems and proterozoic lithospheric processes. Precambrian Research,
Amsterdam, v.119, n.1/4, 2002.
4.2 Artigos de periódicos
Exemplos:
a) Artigos comuns:
ALCOVER NETO, A.; TOLEDO, M. C. M. Evolução supérgena do carbonatito de
Juquiá (SP). Revista do Instituto Geológico, São Paulo, v. 14, n. 1, p. 31-43, 1993.
b) Em publicação no prelo (isto é, já finalmente aceita para publicação):
SATO, K.; KAWASHITA, K. Espectrometria de massas em geologia isotópica.
Geologia USP: Série Científica, São Paulo, v.2. (no prelo).
5. DOCUMENTOS CARTOGRÁFICOS
Inclui mapa, atlas, fotografia aérea, globos, entre outros.
Obs: Para Globos referenciar como mapas, apenas especificando a dimensão do diâmetro e a indicação de globo.
Dados necessários para a elaboração da referência:
Exemplos:
a) Mapas:
MARTIN, L. et al. Mapa geológico do Quaternário costeiro do Estado da Bahia.
Salvador, SME: 1980. 1 mapa, color., 100cmx90cm. Escala 1: 250.000.
BRASIL. Ministério das Minas e Energia. Departamento Nacional de Produção
Mineral. Mapa tectônico do Brasil. Rio de Janeiro: DNPM, 1971. 1 mapa, color.,
100cmx110cm. Escala 1: 5.000.000.
AUTOR. // Título do capítulo ou artigo. // In: TÍTULO DO EVENTO, número
em arábico., ano, local do evento. // Título da publicação. // Local da publicação: Editora, data. volume e/ou página inicial e final do capítulo ou artigo.
AUTOR. // Título do trabalho. // Título do Periódico, local, v., n., paginação,
ano. Apresentado em título do evento, número, ano, local de realização. Título
do documento... (resumos)
AUTOR. // Título. // Local de publicação: Editora, ano, designação específica.
Escala.

b) Atlas
SÃO PAULO (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. Atlas geoambiental das bacias
hidrográficas dos rios Mogi Guaçu e Pardo – SP: subsídios para o planejamento
territorial e gestão ambiental. São Paulo: CPRM, 2002. 77p. + 1 mapa. Escala
1:350.000.
HAMOR, G. (Ed). Neogene palaeogeographic atlas of central and eastern Europe.
Budapest: Hungarian Geological Institute, 1988. 7 mapas, col. Escalas 1:3.000.000 e
1:7.000.000.
c) Fotografia aérea
INSTITUTO GEOGRÁFICO E CARTOGRÁFICO (São Paulo, SP). Projeto Lins Tupã:
foto aérea. São Paulo, 1986. 1 fotografia aérea. Escala 1:35.000. Fx 28, n.15.
LANDSAT TM 5: imagem de satélite. São José dos Campos: INPE, 1987-1988. 1
fotografia aérea. Escala 1:100.000. canais 3,4 e composição colorida 3,4 e 5.
6.  MATERIAIS ESPECIAIS
6.1. Vídeos e DVDs
Dados necessários para a elaboração da referência:
Exemplos:
AUTOR. // Título. // Local de publicação: Editora, Data.// Volume ou páginas
inicial e final do capítulo ou artigo. (Série ou número do relatório).
TÍTULO. // Produtor, coordenador. // Local: Instituição ou Entidade produtora,
Ano. Suporte (duração), Tipo, sonorizado, colorido ou preto-e-branco.

PRÉ-HISTÓRIA da Pedra Furada. São Paulo: Fundação Padre Anchieta, 1992. 1
videocassete (45 min.), VHS, son., col.
CUIDADO: terremoto. Produção de Alan P. Sloan. São Paulo: Barsa Vídeo, 1988. 1
videocassete (24 min.), VHS, son., col.

7. Diapositivos (slides)
Dados necessários para a elaboração da referência:
Exemplos:
a) Com autoria específica:
LEARY, R. L. Fossilization: how fossils are formed. Elmira: Educational Images, 1981.
20 diapositivos, col. + índice.

8. DOCUMENTOS EM MEIO ELETRÔNICO
Devem incluir os mesmos dados indicados para a referência de material impresso, acrescido das informações específicas do meio eletrônico.
Em obras consultadas online, deve-se incluir o endereço eletrônico e a data de acesso ao documento.
Sugere-se que não se referencie material eletrônico de curta duração na rede.

8.1 Livros
a) Considerados no todo
Exemplo:
EARTH Science visual resource. Rochester, NY: Ward's, 1999. 1 CD-ROM (Ward's
Geology CD-ROM Series)
PALACE, C. The minerals of Franklin and Sterling Hill Sussex County, New Jersey.
Washington, DC: U.S.G.S., 1935. (Geological Survey Professional Paper, 180).
Disponível em: <http://simplethunking.com/palache/index.shtml>. Acesso em :09 ago.
2002.
b) Considerados em parte
MORFOLOGIA dos artrópodes. In: ENCICLOPÉDIA multimídia dos seres vivos. [S.l.]:
Planeta DeAgostini, 1998. CD-ROM 9.
SÃO PAULO (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. Tratados e organizações
ambientais em matéria de meio ambiente. In:___. Entendendo o meio ambiente. São
Paulo, 1999. v.1. Disponível em: <http://www.bdt.org.br/sma.endendendo/atual.htm>.
Acesso em: 8 mar. 1999.
AUTOR. // Título. // Local de publicação, Editora, Data. Quantidade, Notas.

8.2 Periódicos
a) Considerados no todo HOLOS ENVIRONMENT. Rio Claro: UNESP, 2002 - . Semestral. ISSN 1519-8421.
CD-ROM.
b) Artigos de periódico
SILVA, C. M. T. ; SIMÕES, P. R. Gruta do Salitre (MG361): geoespeleologia e
espeleotemas. REM: Revista da Escola de Minas, Ouro Preto, v. 54, n. 4, 2002.
Disponível em: <http://www.screlo.br>. Acesso em: 29 abr. 2003.
CORDANI, U. G. ; COUTINHO, J. M. V. ; NUTMAN, A. P. Geochronological
constraints on the evolution of the Embú Complex, São Paulo, Brazil. Journal of South
American Earth Sciences, v. 14, n. 8, p. 903-910, 2002. Disponível em :
<http://sciencedirect.com/science>. Acesso em: 28 abr. 2003.

8.3 Documentos de acesso exclusivo em meio eletrônico Inclui bases de dados, listas de discussão, mensagens eletrônicas, BBS (site), programas.
Exemplos:
DIALOG-AGUA-1. Lista criada em 1995 pelo Center for Environmental Studies da
University of Florida, Organização dos Estados Americanos e Rede Interamericana
de Recursos Hídricos. Disponível em: <webmaster@ces.fau.edu>. Acesso em: 27
nov. 1998.









TRABALHO PRONTA PARA MODELO

Trabalho pronto para modelo






































SISTEMA DE ENSINO REGULAR – ENSINO MÉDIO




SILOÉDE SANTOS SILVA



 








FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA






















Macajuba
2011


COLÉGIO ESTADUAL DE MACAJUBA
SILOÉDE SANTOS SILVA

















FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA











Trabalho apresentado ao Curso de Ensino Médio do CEMACColégio Estadual de Macajuba, para a disciplina Filosofia da Educação
Orientadora: Profª. Jucileide Santana de Elias










Macajuba
2011
FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA

 Avaliações e análises recentes revelam que nosso país está entre os que apresentam maiores problemas na área educacional. Chegamos ao século XXI sem conseguir nem mesmo vencer o problema do analfabetismo. São comuns as denúncias do fracasso escolar, da falta de qualidade do ensino oferecido, dos currículos inadequados, da gestão autoritária, da falta de vagas, das condições precárias em que se encontram as escolas, do despreparo dos profissionais da educação. Faz-se, pois, necessário repensar a escola, reconstruí-la para que possa cumprir com sua função social. A sociedade vem, cada vez mais, reivindicando a construção de uma escola democrática competente, diferente, adequada às necessidades de um novo contexto. Enfim, uma escola democrática, que cumpra com sua função social.
O que a sociedade espera da escola? Esta questão tem sido objeto de debates e discussões por parte de educadores, universidades, organizações não-governamentais etc. Em geral todos concordam que cabe à escola formar cidadãos críticos, reflexivos, autônomos, conscientes de seus direitos e deveres, capazes de compreender a realidade em que vivem, preparados para participar da vida econômica, social e política do país e aptos a contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, com menos desigualdade social, onde as pessoas possam viver com mais dignidade.
Para a formação deste homem, capaz de entender, interpretar e transformar o mundo em que vive, é necessário o domínio de determinados conteúdos científicos e culturais. Portanto, a função básica da escola é garantir a aprendizagem de conhecimentos, habilidades e valores necessários à socialização do indivíduo. Estas aprendizagens devem constituir-se em instrumentos para que o aluno compreenda melhor a realidade que o cerca, favorecendo sua participação em relações sociais cada vez mais amplas, possibilitando a leitura e interpretação das mensagens e informações que hoje são amplamente veiculadas, preparando-o para a inserção no mundo do trabalho e para a intervenção crítica e consciente na vida pública.
Faz-se, pois, necessário que a escola propicie o domínio dos conteúdos culturais básicos, da leitura e da escrita, das ciências, das artes, das letras.
RODRIGUES (1993), referindo-se às competências que o aluno deve desenvolver na escola através deste conteúdos, diz que:
"os educandos precisam compreender o que é uma sociedade capitalista, como ela se organiza e como se organizam as classes e os grupos sociais nesta sociedade. Precisam entender ainda como a cidade se desenvolve, as relações entre a cidade e o campo, e as relações fundamentais do mundo da produção; como a cultura se diversifica; qual o papel dos agentes culturais; como a ciência é produzida; qual o papel da ciência e da técnica no mundo moderno; como se organiza a vida política no município e no país; como ocorrem as relações internacionais; como as pessoas são manipuladas e como participam da construção e da reconstrução desse processo; por que existe a favela; por que é desvalorizado o trabalho na zona rural; por que uns ganham mais e outros menos; por que os salários não são estabelecidos em função da importância social da produção."

Nessa perspectiva, os conteúdos curriculares deverão estar sempre articulados com as práticas e os problemas sociais, cabendo ao professor organizar experiências e situações de aprendizagem que permitam que os alunos possam fazer relações entre esses conteúdos e as questões presentes em sua comunidade.
Uma outra função que se espera da escola hoje é que se preocupe em preparar o aluno para dar continuidade a seu processo de aprendizagem de forma independente, mesmo após deixar a escola. Desenvolver a capacidade de "aprender a aprender" torna-se algo fundamental no atual contexto, onde a ciência e o conhecimento se renovam continuamente.
A escola, portanto, tem o compromisso social de ir além da simples transmissão do conhecimento sistematizado, preocupando-se em dotar o aluno da capacidade de buscar informações segundo as exigências de seu campo profissional ou de acordo com as necessidades de desenvolvimento individual e social. Então, precisamos preparar nossos alunos para uma aprendizagem permanente, que tenha continuidade mesmo após o término de sua vida escolar. Isto significa que em nossa sala de aula devemos estar preocupados em desenvolver determinadas habilidades intelectuais sem as quais o aluno nunca será capaz de uma aprendizagem autônoma. É necessário a cada momento fazer o aluno pensar, refletir, analisar, sintetizar, criticar, criar, classificar, tirar conclusões, estabelecer relações, argumentar, avaliar, justificar, etc. Para isto é preciso que os professores trabalhem com metodologias participativas, desafiadoras, problematizando os conteúdos e estimulando o aluno a pensar, a formular hipóteses, a descobrir, a falar, a questionar, a colocar suas opiniões, suas divergências e dúvidas, a trocar informações com o grupo de colegas, defendendo e argumentando seus pontos de vistas.
Outro aspecto importante a ser considerado no que se refere à formação da cidadania diz respeito à formação de determinados valores, atitudes e compromissos indispensáveis à vivência numa sociedade democrática, tais como solidariedade, cooperação, responsabilidade, respeito às diferenças culturais, étnicas e de sexo, repúdio a qualquer forma de discriminação e preconceito, entre outros. É função social da escola propiciar a formação destes valores. Entretanto, valores não podem ser ensinados, mas devem ser vivenciados. É preciso que a escola e o próprio professor dêem testemunho daqueles valores que direcionam sua ação, fazendo da escola um ambiente de vivência de valores democráticos.
Quando analisei o texto que me foi apresentado, observei que três aspectos têm se destacado. O primeiro diz respeito aos Conselhos Escolares. Proporcionar  educação de qualidade significa percorrer vários caminhos e atalhos, dentre os quais: envolvimento da comunidade e da família, participação dos alunos, professores comprometidos com seu trabalho, transparência na administração, com Conselhos Escolares atuantes, organização, preocupação com todos os aspectos didático- pedagógicos, cuidados com a segurança e com um ambiente escolar limpo e acolhedor.
Acreditamos que, no quadro atual, para que a escola atinja patamares superiores de qualidade, é preciso construir um comprometimento coletivo nessa direção, e isso só é se consegue através da participação responsável na gestão da escola, dentro de um clima democrático.
 O segundo aspecto diz respeito à gestão da escola. Para muitas pessoas, democratizar a escola diz respeito apenas à democratização dos processos administrativos. Isto significa por exemplo requerer que os diretores de escola, os dirigentes regionais da educação, etc, sejam eleitos através de formas participativas, incluindo a consulta a professores, alunos, pais e líderes da comunidade. Cada vez mais fica claro que a escola deve abrir-se à participação de todos os segmentos que constituem a comunidade escolar, para que estes tenham voz e voto e sejam capazes de contribuir nas discussões que irão levar à tomada de decisões.
Um outro aspecto da democratização, mais abrangente, refere-se à concepção de que para se democratizar a escola há que se democratizar a sua oferta. Isto significa que a escola deve universalizar a sua capacidade de responder às demandas, isto é, enquanto houver criança sem acesso à educação formal por falta de vagas, não podemos falar que em nosso país temos uma escola democrática.
Ainda relacionado a este aspecto está a questão de garantir a permanência do aluno na escola. Não basta apenas criar vagas para todos. Dados estatísticos revelam que de cada 100 crianças matriculadas na primeira série, apenas 33 concluem o primeiro grau, e destas apenas 05 chegam à 8ª série sem repetência. Embora se saiba que no decorrer da década de 90 houve uma substancial melhoria nos índices de evasão e repetência, a situação ainda permanece grave. A cada ano, milhares de crianças e adolescentes abandonam a escola sem houver completado o ensino fundamental. Se pensarmos que este problema se localiza muito acentuadamente na escola pública, a situação nos parecerá ainda mais cruel, visto que são as crianças das classes populares as mais atingidas, sendo estas exatamente as que mais necessitam da escola para sobreviver ou melhorar suas condições de vida. Ao manter estes mecanismos de seletividade a escola passa a servir como instrumento de reforço às desigualdades sociais. Portanto, além de criar vagas para todas as crianças em idade escolar, é preciso pensar formas de garantir sua permanência na escola até que ela complemente sua educação básica.
Um ponto importante que tem sido considerado na discussão sobre a escola democrática diz respeito à sala de aula, à democratização do processo pedagógico, da relação professor/aluno, aluno/aluno, aluno/conhecimento. Diz respeito também à utilização de metodologias participativas, centradas não na atividade do professor, mas no trabalho do aluno.
Um terceiro aspecto diz respeito à construção da cidadania. Avaliações e análises recentes revelam que nosso país está entre os que apresentam maiores problemas na área educacional. Chegamos ao 3º milênio sem conseguir nem mesmo vencer o problema do analfabetismo. São comuns as denúncias do fracasso escolar, da falta de qualidade do ensino oferecido, dos currículos inadequados, da gestão autoritária, da falta de vagas, das condições precárias em que se encontram as escolas, do despreparo dos profissionais da educação. Faz-se, pois, necessário repensar a escola, reconstruí-la para que possa cumprir com sua função social. A sociedade vem, cada vez mais, reivindicando a construção de uma escola democrática competente, diferente, adequada às necessidades de um novo contexto. Enfim, uma escola democrática, que cumpra com sua função social.
Observa-se que há uma necessidade de implementar novas políticas publicas para a formação profissional e inserção no mundo do trabalho, investir na educação e saúde para melhor qualidade de vida da comunidade escolar, e fazer cumprir o papel da escola pública na formação profissional, criar mecanismo de avaliação educacional e institucional e o compromisso social, buscar parcerias com empresas e outros movimentos independentes (sócio- educativos) para intensificar a gestão democrática, direta, participativa e representativa com a participação dos pais e da sociedade civil na gestão da escola pública e a garantia de uma escola inclusiva.
O ideal da busca pela construção da escola inclusiva - uma escola que reconhece, respeita e responde às necessidades de cada aluno, favorecendo a aquisição do conhecimento e a aprendizagem tanto do aluno quanto do professor, está representada pelo paradigma da aprendizagem x efetividade, estruturado em torno do guarda-chuva da inclusão social. O professor aprende a internalizar as diferenças entre esses alunos de forma a aprender e a crescer em função delas e os alunos têm a oportunidade de exercitar um de seus direitos fundamentais como cidadão – o direito à educação.
As escolas que adotam o paradigma de aprendizagem x efetividade são aquelas que passam a incorporar em seus projetos político-pedagógicos o potencial, a criatividade e a cultura de cada aluno. Ao incorporar essas diferenças de forma a aprender e a crescer com elas, o professor beneficia-se da diversidade para criar uma escola mais flexível, mais aberta a novos processos, mais facilmente ajustável a mudanças e mais criativa. A valorização das diferenças e o respeito à diversidade trazem conseqüências positivas para todos os alunos na medida em que o Estado e as escolas assumem o compromisso com a transformação social, cultural e pedagógica da escola.
A discussão sobre a escola democrática certamente não se esgota nestes três pontos, no entanto estes aspectos têm centralizado os debates travados em torno desta importante questão.
Finalizando, deve-se dizer que a construção de uma escola competente, democrática e de qualidade é uma exigência social. Se de um lado somos responsáveis por sua construção, por outro lado, quando se trata da escola pública, não podemos imaginar que será possível concretizar este projeto de escola sem a decisão política dos órgãos governamentais de implementar medidas adequadas. Sozinha, a escola não pode cumprir com sua tarefa social, até porque ela não existe isolada do contexto.
Faz-se agora necessário que a sociedade civil acompanhe, controle e fiscalize as medidas que serão implementadas, exigindo do Estado o cumprimento dos dispositivos legais, pressionando para que seja garantida a infra-estrutura indispensável ao bom funcionamento das instituições de ensino e o investimento na formação, valorização e motivação dos professores.
























REFERÊNCIA BIBLIOGRAFIA

CECCON, Claudius et al. A vida na escola e a escola da vida. Petrópolis: Vozes, 1985.
ENGUITA, Mariano. A face oculta da escola. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989.
GADOTTI, Moacir. Uma só escola para todos. Petrópolis: Vozes, 1990.
MORAIS, Regis. Sala de aula: que espaço é este? São Paulo: Papirus, 1994.
OLIVEIRA, Betty; DUARTE, Newton. Socialização do saber escolar. São Paulo: Cortez, 1987.
RODRIGUES, Neidson. Da mistificação da escola à escola necessária. São Paulo: Cortez, 1993.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. (Coleção Leitura).
FREITAG, B. Política Educacional e Indústria Cultural. 2 ed. São Paulo: Cortez/ autores Associados. 1987. (Coleção Polêmicas do Nosso Tempo).
A função social da escola. Os novos paradigmas da educação que exigem do profissional docente uma nova postura ante as desigualdades sociais ... disponível em: < http//www.textolivre.com.br/> Acesso em: 8 mar. 2009.